quinta-feira, 29 de julho de 2010

Você conhece o preconceito linguístico?

*Por Juliana Rainha de Carvalho

Imagem: divulgação
No ano passado, tive a oportunidade de ter contato com o trabalho do escritor, tradutor e professor da Universidade de Brasília (UnB), Marcos Bagno. Confesso que fiquei surpresa com as questões que ele aborda em relação a desvios gramaticais. Sempre trabalhei também com revisão ortográfica e, até então, nunca tinha analisado o assunto por este ângulo.
Bagno deixa clara a existência de mais um tipo de preconceito: o linguístico, que, na verdade, vem mascarado pelo preconceito social. Ou seja, segundo a sua visão, geralmente, as pessoas se valem do que chamam de erro, leia-se tudo o que diverge da norma padrão, para discriminar.
Explicando melhor, ao ouvir alguém que não pertence ao mesmo universo social do interlocutor pronunciar, por exemplo, aluga-se casas, o que mais será evidenciado não é a ausência de plural no verbo e sim o fato de o falante ter uma condição social diferente do ouvinte. Se a mesma frase fosse dita em uma conversa entre indivíduos do mesmo nível econômico, talvez, o desvio recebesse pouca ou nenhuma atenção.
Para ilustrar isso, em uma de suas obras, o estudioso apresenta textos com vários desvios, os quais são assinados por colunistas que estampam os principais veículos do país, e reforça que, curiosamente, os leitores nunca se queixaram.
Marcos Bagno está longe de ser avesso às normas, mas admite que paralelo a estas existem as variações, quer dizer formas diversas para comunicar, basta saber escolher em que momentos usá-las. Em uma redação de vestibular, por exemplo, não é recomendado começar a frase com um pronome, mas em um churrasco com os amigos não há nada de mais usar a construção “Me passe o guardanapo.”.
Enfim, vale à pena acompanhar os trabalhos do acadêmico. Para quem quiser saber mais, é só acessar http://www.marcosbagno.com.br/.


Juliana Rainha de Carvalho é consultora de Redação e Jornalismo.

terça-feira, 27 de julho de 2010

O Brainstorm pode ser eficiente, sim

* Por Mariana Pereira

Hoje, estava dando uma olhadinha no site www.chmkt.com.br indicado pelo Denis Fumagali, nosso colega de Planejamento da Simbiose Brasil. Nele, pude encontrar textos muito interessantes e opiniões diferenciadas sobre o mundo criativo. E um que me chamou a atenção foi o “Vale a pena fazer um brainstorm?”. É legal vocês darem uma lida antes de continuarem este texto.


Resumindo, ele contesta a efetividade do processo de brainstorm com diversos argumentos muito coerentes, como: vergonha de dar sugestão na frente dos chefes, participantes que não têm responsabilidades sobre a qualidade das ideias, falta de esforço quando há um número grande de participantes, entre outras coisas.


Todos esses motivos são realmente muito verdadeiros, mas eu abro a discussão para outro lado. Será que o problema é a técnica brainstorm em si ou as pessoas que ainda não entenderam a importância dele? Acredito que se a vergonha de se expor para os chefes é um problema, então deveríamos arrumar soluções. Neste caso, a chefia tem que adotar práticas (não apenas discurso) que façam os subordinados confiarem nela e jogarem na mesa todas as grandes ideias que veem à cabeça.


Falta de esforço também é um fator único e exclusivo da pessoa e não do processo. Se o participante do brainstorm tem preguiça de participar, então o problema é muito maior. Há falta de comprometimento. Aí, realmente, não vale ter uma pessoa assim na reunião e, às vezes, na empresa.


A responsabilidade das ideias é de todo mundo, pois trabalho em uma agência é realizado em conjunto. Planejadores, criativos e redatores são totalmente responsáveis pela criatividade do trabalho. O resultado final é a consequência do esforço de cada um.


Com esse pensamento, o brainstorm pode sim ser eficiente e extremamente produtivo. Acredito que existem diversas formas de fazê-lo, basta experimentarmos para descobrir a que melhor se encaixa no perfil da empresa e/ou agência.

* Mariana Pereira é consultora de redação/jornalismo da Simbiose Brasil.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Quando o cliente deixa de ser o foco



Banco de imagem Simbiose Brasil
Por Adrielly Reis*
Há uma semana, passei por uma situação que me deixou profundamente insatisfeita com os serviços prestados por uma loja de representações de marcas.
Na ocasião, havia ido até o estabelecimento para trocar um calçado que, depois de dois dias de uso, apresentou a descolagem do solado. Algo que achei muito estranho, pois não se tratava da primeira aquisição de sapatos de tal marca e também pelo valor agregado ao produto. 
Como procedimento normal da loja, fui encaminhada à gerente, que me orientou a entrar em contato com o serviço de atendimento ao consumidor da marca do sapato, ou seja, teria de tratar diretamente com o fornecedor, que iria avaliar o meu caso e, conforme fosse, efetuaria a troca do calçado.
Agora, traçando um paralelo deste evento isolado com o mercado em si, quantas vezes empresas direcionam o foco em determinado cliente, realizam o melhor atendimento, prometem a entrega do projeto mais grandioso e... Por falta de comprometimento ou falha de um dos fornecedores, não entregam nada do que havia sido combinado, extrapolam prazos e quando o cliente reclama os seus direitos, simplesmente o orientam a tratar com a empresa X que não cumpriu a sua parte do acordo. 
Como numa atitude mesquinha, desvencilham-se da responsabilidade, deixando a cargo de terceiros garantir a satisfação de seus clientes. E, enquanto o fornecedor tenta solucionar o problema, essas empresas simplesmente continuam a mudar o foco.  
Quando a postura ideal seria a de testar todas as possibilidades para conseguir atender às expectativas de quem consome os serviços oferecidos por elas. Vale lembrar que deveriam estar atentas à cada detalhe, preparadas para os eventuais contratempos, e, caso seja necessário, tomarem a frente e negociarem a resolução com a empresa terceirizada. Afinal, ao cliente cabe somente aproveitar os benefícios sem ter nenhuma dor de cabeça. 
* Adrielly Reis é consultora de Redação e Jornalismo da Simbiose Brasil.

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Separamos os mais interessantes post's que movimentaram o blog da Simbiose Brasil durante as duas últimas semanas. Se você deixou de ler algum, este é o momento de ficar por dentro e postar seu comentário.


Cala a boca, Twitter!

Conheça o "falso poder" que o Twitter tem.
http://migre.me/YYDd

Redes, redes, redes...

A redes sociais invadem o dia a dia das empresas e pessoas. Descubra como aderi-las e vivenciar o universo de novas mídias.
http://migre.me/YYCu

Todos produzem. Como se diferenciar?

Com o surgimento das novas mídias e a facilidade do seu manuseio, todos produzem conteúdo de maneira rápida e fácil. Aprenda como a fazer a diferença no mercado.
http://migre.me/YYBy

A mesma mão que salva um pode prejudicar o outro.

Até que ponto vale a pena passar por cima de tudo e de todos para vencer? Quantas pessoas com este tipo de perfil existem perto de você?
http://migre.me/YYAF

Dica de blog

A Simbiose Brasil indica um Blog para Você.
http://migre.me/YXVf 

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Dica de blog

Por Fabio Zelenski*


O post de hoje é uma indicação de blog. É um bocado difícil acompanhar todas as revoluções tecnológicas que acontecem diariamente na internet, mas o jornalista Tiago Doria faz isso com primor em seu blog http://www.tiagodoria.ig.com.br/


Com posts feitos religiosamente todos os dias, o jornalista sempre traz novidades sobre tecnologia, novas mídias e ótimas resenhas de livros.

Assim como há conflitos entre a nova geração de profissionais com a antiga, mais convencional e resistente a mudanças, há uma briga entre a velha guarda da comunicação online com a mais nova, pois muita coisa mudou desde a ascensão da internet, em 1995. Mas Tiago passa batido por esses conflitos, pois escreve sobre cultura web, tecnologia e mídia desde o início dos anos 2000, e, mesmo assim, atualiza-se constantemente e consegue ter senso crítico do que é bacana ou não nas novidades que surgem.

É um blog com uma linguagem fácil de entender e posts recheados de links para os que quiserem se aprofundar no assunto e já ter um norte. E, quem se sentir à vontade, pode participar dos comentários, que geralmente são respondidos. O jornalista lembra que estes fazem parte do conteúdo do post.

*Fabio Zelenski é jornalista, designer e diretor da Agência Pé Direito Comunicação.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Mil vezes Bruno

Por Juliana Rainha de Carvalho

Televisão, rádio, jornais, revistas, sites etc. Uma variedade de mídias e um foco: caso do goleiro Bruno.

Aposto que, tanto quanto eu, o leitor deve estar craque quando o assunto são os últimos acontecimentos do provável assassinato de Eliza Samudio. Para saber mais sobre o tema nem é preciso se esforçar muito, é só acessar qualquer emissora, dar uma conferida nas manchetes que estampam as bancas de jornal ou fazer uma visitinha à web.

Digamos que a repercussão tem sido considerável. Realmente, o possível requinte de crueldade que envolve o fato é de deixar qualquer um indignado. Mas ver veículos de comunicação requentando matérias e as jogando na grade de programação já é demais.

Nesta semana, por exemplo, perdi as contas de quantas vezes vi a tal tatuagem que um dos possíveis envolvidos tinha nas costas reforçando a amizade com Bruno Fernandes. Vale lembrar que só ligo a televisão um pouco antes de sair de casa e brevemente quando chego do trabalho. Juro que tentei recorrer ao controle remoto, mas parecia que todas as emissoras resolveram falar sobre o mesmo tema.

São entrevistas, geralmente repetidas, com advogados, familiares, policiais, conhecidos, populares e por aí vai. Só faltaram entrevistar o rottweiler de um dos suspeitos. Sem contar que determinados apresentadores se valem do tema para dizerem que isso ou aquilo é um absurdo e assim “cozinham” o tema por horas a fio, fazendo aquele sensacionalismo barato.

Repito que entendo a gravidade de tudo que teria ocorrido e fico extremamente preocupada por imaginar até onde vai a maldade do ser humano. No entanto, sou obrigada a questionar: isso seria falta de pauta, comodismo por parte dos pauteiros ou, de fato, as pessoas gostam tanto assim de saber da desgraça alheia?

Só sei que, independente do caso Bruno ou de qualquer outro, o nosso dia a dia continua. Para selecionar os assuntos que interessam a cada segmento de público sem subestimá-lo, basta um pouco de criatividade, iniciativa e tino jornalístico. Vocês não acham? Esse é um desabafo não de uma profissional da área, mas de uma comum leitora, telespectadora e ouvinte.


Juliana Rainha de Carvalho é consultora de Redação e Jornalismo da Simbiose Brasil.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A mesma mão que salva um pode prejudicar o outro

Fonte foto: site Terra


Apesar de o jogo entre Uruguai e Gana ter acontecido há alguns dias, gostaria de retomar o assunto, mas de uma forma um pouco mais ampla e delicada.

Quem acompanhou a Copa do Mundo, com certeza, não consegue esquecer a atitude do jogador uruguaio, Luis Suárez. O mesmo tirou a bola com a mão de dentro do gol, no último minuto do segundo tempo da prorrogação. O time de Gana teve o pênalti a seu favor (que devemos lembrar que não é garantia de gol), mas não converteu e perdeu, também nos pênaltis, a oportunidade de seguir para a semifinal. Sendo assim, o Uruguai avançou e Suárez se tornou o salvador...

Bem, para os uruguaios isso é uma verdade. Eu confesso que torcia fervorosamente para a celeste e fiquei muito feliz com o resultado. Mas e os africanos? E o time de Gana? Aquela bola que o Suárez tirou com a mão só tinha um caminho: a rede adversária. Ele não fez uma falta dentro da área para impedir o chute. Ele simplesmente tirou, como seu último recurso, a Jabulani de dentro do gol. E a felicidade de um virou o inferno do outro.

Por que estou levantando este assunto? Porque isso é mais comum do que parece, seja na vida pessoal, no esporte ou no meio corporativo. Muitos tiram a bola com a mão para se favorecer. Muitos agem de forma antiesportiva e antiética com um motivo que julgam ser para o melhor. Neste caso, alguns devem pensar: “mas o Suárez estava defendendo uma nação...era um recurso que as regras do jogo permitem...ele foi punido com a expulsão”. Como se todas essas justificativas apagassem o que foi feito.

E quantas vezes vemos isso acontecer no nosso trabalho ou na nossa família? Pessoas que prejudicam outras em prol de algo que vai beneficiá-la. Pode até ajudar outras pessoas também (como os 3 milhões de uruguaios beneficiados). Mas até que ponto vale à pena agir contra alguns preceitos básicos de civilidade em busca do sucesso? Será que é tão difícil conseguir se dar bem sem ter atitudes como essa do Suárez? Se ele não tivesse se esforçado um pouco mais e feito um gol, precisaria colocar a mão na bola?

Vamos levar esse pensamento para o nosso trabalho. Pense quantos Suárez existem perto de você. E acho que devemos refletir se para sermos heróis precisamos fazer com que outros chorem, com que outros percam. Não podemos alcançar o que almejamos ajudando os outros a crescerem também? Acho que é muito melhor e nem deve ser tão difícil assim.

Mariana Pereira é consultora de jornalismo e redação da Simbiose Brasil.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Todos produzem. Como se diferenciar?

Por Fabio Zelenski*


Com o surgimento das novas mídias e a facilidade de seus manuseios, muitas pessoas e empresas começaram a produzir material próprio e a sonhar em serem ícones nessa multidão na rede.

Mas, com tanta gente produzindo conteúdo, como se destacar?
No fundo, não há uma fórmula, mas há duas situações claras. Você pode escrever o óbvio e receber milhares de acessos e comentários que, de certa forma, não acrescentarão nada ao conteúdo. Exemplo: “É fundamental que a equipe e seu líder devem estar motivados”. Ou você pode investir na produção de conteúdo e trazer novidades. Isso vai deixar o público de seu blog, site ou Twitter um tanto mais segmentado, entretanto, com uma discussão mais embasada. Nesta segunda opção, é mais provável que usem o seu post como fonte para outros conteúdos e que dê um retorno – como cliente, por exemplo – mais certo.

É muito importante se atentar aos comentários de seu blog e a quem lhe retuita. O comentário, hoje, faz parte do conteúdo. As pessoas querem ler o post e conferir, imediatamente, os comentários, que podem acrescentar ou criticar algo. Os retuítes são importantes pois, em primeiro lugar, mais relevante do que a mensagem é quem está enviando a mensagem. Se uma pessoa em quem confio retuitou um link seu, é por que é interessante e, assim, lerei.

Resumindo: criar conteúdos novos, que acrescentam, é um diferencial qualitativo e tanto na websfera. Por isso, investir em um profissional ou departamento que dê uma atenção especial para a produção de materiais com qualidade é fundamental.

* Fabio Zelenski é jornalista, designer e Diretor da Pé Direito Comunicação.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Flexibilidade e o desenvolvimento profissional


Por Adrielly Reis
Pensando no que eu poderia escrever para o blog e aproveitando o gancho da matéria escrita pela jornalista Mariana Pereira – A motivação tem que partir de você - comecei a refletir sobre a minha trajetória aqui na Simbiose Brasil. Diante disto, resolvi compartilhar com você um pouco das experiências que pude vivenciar neste início de carreira.

Há exatamente um ano, quando comecei como estagiária, descobri uma maneira diferente de atuar como jornalista. Trabalhar na conceitualização de campanhas - um universo que requer muita criatividade - pode parecer, num primeiro momento, um grande desafio para um profissional movido a caracteres e treinado a desenvolver, quase sempre, textos meramente informativos. Mas, frente a este novo momento da minha carreira, percebi que sim, eu poderia e deveria ser criativa ao trabalhar a informação.

E à medida que o tempo passava, essa nova forma de comunicar ia me agradando cada vez mais. Ao longo desse ano, tive a oportunidade de vivenciar algumas experiências em áreas diferentes da minha formação. Atuei em C.R.M - entrando em contato com o cliente - cuidei de uma das nossas redes sociais e da assessoria de imprensa. Acredito que você também já deve ter vivido uma situação parecida como a minha, não é mesmo? Afinal, a flexibilidade profissional é algo recorrente no universo corporativo.

E assim como eu, alguns colegas também tiveram a oportunidade de se descobrirem atuando em outras áreas aqui na Simbiose. Como é o caso da Luana Bessa, que era de Marketing e Novos Negócios e agora está em Atendimento e Planejamento. A experiência fez com que ela se aproximasse mais das pessoas. Mesma coisa aconteceu com o planejador João Paulo, que agora participa mais ativamente de todas as campanhas atuando como produtor gráfico.

Hoje, o meu maior desafio está sendo participar ativamente do atendimento e planejamento de uma conta. Desenvolver planos de comunicação, pensar estrategicamente em cada ação, que atenda de forma satisfatória a necessidade do cliente, não parece ser uma tarefa fácil. Eu poderia simplesmente escrever os textos, contribuir com o meu conhecimento jornalístico – ter uma singela participação no processo - mas será que eu sentiria que esta campanha é “minha”, que carrega o meu nome em todas as etapas? Acho difícil. 

Acredito que para ser um profissional flexível, seja necessário, antes de tudo, permitir-se experimentar novas oportunidades dentro da empresa e se desvencilhar da velha desculpa: “ah! Mas eu não estudei para isso!”. Será que viver tantos desafios fora da sua área de atuação é tão válido assim? Ainda não sei te dizer a resposta, mas posso garantir que a minha bagagem de conhecimento só está aumentando.
* Adrielly Reis é consultora de Redação e Jornalismo da Simbiose Brasil.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Redes, redes, redes...

por Fabio Zelenski*


Facebook, Orkut, Twitter, LinkedIn, Formspring, Skoob... as redes sociais invadiram o dia a dia de uma pessoa ou empresa. E os assuntos discutidos também. Afinal, o que não faltam agora são “especialistas em novas mídias”. Estar nas novas mídias e entendê-las é fundamental hoje, mas aí moram dois grandes perigos.

Primeiro: estar por estar nas redes. Surge uma nova ferramenta e, záz, logo já faz cadastro e cria um perfil, apenas para parecer moderno e antenado. Acontece que um perfil abandonado ou usado de forma inadequada é bem pior do que não ter um perfil. Se eu falo via Twitter com alguma empresa, eu quero ao menos ser respondido, nem que seja com uma resposta pronta e automática.

Segundo: em poucos anos, o conhecimento em mídias sociais vai ser tão natural quanto o conhecimento em mandar e-mail ou atender o telefone. Hoje, não há vagas para “especialistas em envio de e-mail” ou “especialistas em atendimento de telefone”. São habilidades que qualquer profissional deve ter. E será assim com as novas mídias. Por isso, focar-se em ser um especialista em mídias sociais pode ser um tiro no pé, pensando a longo prazo.

Assim, o estudo de cada ferramenta nova que surge é fundamental antes de aderí-la. E esse estudo e o manuseio das novas tecnologias de comunicação devem estar cada vez presentes nas habilidades de qualquer profissional.

*Fabio Zelenski é jornalista, designer e diretor da agência Pé Direito Comunicação.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Comunicar faz parte da nossa natureza

Por Juliana Rainha de Carvalho


Logo que entrei na faculdade aprendi que o ato de comunicar acompanha os seres humanos desde o útero materno. Durante o período de gestação, por exemplo, os famosos movimentos na barriga da mãe têm a intenção de expressar algo. Ou seja, como diz o próprio slogan da Simbiose Brasil, comunicar faz parte da nossa natureza.


No entanto, por mais que a comunicação esteja praticamente no nosso DNA, estamos sujeitos a ruídos que comprometem a eficiência das informações que desejamos transmitir. Quem é que nunca passou por uma experiência assim? E isso pode, muitas vezes, trazer sérias consequências tanto para quem emite quanto para aqueles que recebem a mensagem.


Um fato que exemplifica muito bem este tipo de situação é o do anúncio da rede de supermercados Extra, publicado erroneamente, nesta semana, pelo jornal Folha de S.Paulo. Só para lembrar, na terça-feira (29/06), um dia depois em que o Brasil havia sido classificado para as quartas de final, o periódico veiculou uma publicidade destacando a eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo. Tendo em vista a gravidade do ocorrido, o Departamento Comercial da Folha, já no dia seguinte, publicou uma errata.


Até aqui é fácil de entender que havia dois anúncios prontos, um em caso de perdermos o jogo para o Chile e outro a ser usado se o nosso time vencesse. Porém, não tão óbvio de se mensurar é o que se passou na cabeça do leitor, a indignação do anunciante – que, por sinal, é patrocinador oficial da seleção – e o que, de fato, houve para que a Folha de S.Paulo cometesse tal erro.


Teria sido falta de atenção ou um erro interno de comunicação o estopim que geraria tamanho mal estar? Diante disso, fica mais claro compreender como um possível ruído de informação pode impactar sob os mais diversificados ângulos.


Só mais uma coisinha: este texto foi fechado ontem para que pudesse ser postado hoje. Mas eu gostaria de adicionar um desabafo como leitora e torcedora, depois de assistir à partida entre Brasil e Holanda: estaria a Folha de S.Paulo prevendo a ida para casa da nossa seleção? Será?


Juliana Rainha de Carvalho é consultora de Redação e Jornalismo da Simbiose Brasil.