quarta-feira, 30 de junho de 2010

A motivação tem que partir de você

* Por Mariana Pereira

Há pouco mais de um mês, passei por uma situação na qual eu tinha duas escolhas: mudar para melhor ou me manter em uma incrível estabilidade profissional, no sentido negativo. Confesso que não foi a primeira vez que fui colocada à prova e em todas as outras eu não tomei a melhor decisão.


Claro que é muito pouco tempo para afirmar ou confirmar algo. Mas hoje eu consigo compreender melhor algumas coisas do dia a dia em uma empresa. E uma delas é que benefícios, altos salários, elogios, etc não são as únicas razões para te manter motivado. Cheguei a conclusão que isso tem que partir de você.

Sei que muitos podem pensar “Mas se não tivermos benefícios, um bom salário e oportunidades de crescer, como vamos nos manter motivados?”. É aí que se encontra a armadilha que nós mesmos nos pregamos. Então, hoje, eu prefiro soltar outra questão: “Se você não se dedicar, se não se entregar, conseguirá os ótimos salários e a promoção que tanto deseja?”. Eu fiquei dias, semanas pensando nisso. E assumo que me senti um pouco envergonhada. Como cobrar dos outros se eu mesmo não agia como merecedora? Complicado isso, mas é a pura verdade. E, infelizmente, é algo muito comum.

Cobramos demais dos outros. Queremos que nossos diretores, coordenadores, gestores, gerentes, etc sejam os responsáveis por nos manter motivados. Queremos que o RH crie programas de incentivo. E eu não discordo disso não. De jeito nenhum. Mas acredito que eles sejam complemento e não o ponto inicial.

Por que existem tantos livros e estudiosos falando sobre motivação no trabalho? Porque a fórmula não é fácil. Aliás, porque não existe fórmula. Digo isso porque tive que passar por uma transformação interna, algo totalmente pessoal, para conseguir mudar minhas atitudes. Antes ainda, tive que mudar meu jeito de pensar. E isso nenhum livro ensina.

Ainda assim, depois de eu escrever tudo isso, alguns podem achar uma tremenda bobagem. Mas eu estou na posição de funcionário, não de chefe. Não estou ganhando mais nem menos depois dessa minha mudança. Mas posso afirmar que estou muito mais feliz profissionalmente. A partir do momento em que decidi que eu seria responsável por mim mesma e pelo meu crescimento, a minha motivação foi lá para a cima. Consequetemente, algumas pessoas ao meu redor também estão mais empolgadas com o trabalho, outras estão mais próximas de mim (porque meu humor melhorou muito..rs), tenho explorado outras áreas, estou adquirindo mais conhecimento. Estou virando uma profissional de verdade. E isso não tem cheque no fim do mês que pague.
* Mariana Pereira é consultora de jornalismo/redação da Simbiose Brasil.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cala boca, Twitter!

O Twitter tem poder... e um poder falso, por vezes. Haja vista o #forasarney, com uma campanha tão grande para subir o protesto aos Trending Topics (TTs), que ironicamente foi facilmente superado pelo #CHUPA, direcionado para o ator Ashton Kutcher, na ocasião de um jogo de futebol entre Brasil e Estados Unidos.

Entretanto, este fato, ocorrido há mais de um ano, foi isolado até o surgimento de uma mania de querer emplacar qualquer coisa nos TTs, nesta época de Copa do Mundo. Começou com o “CALA BOCA GALVÃO”, que, em um primeiro momento, enganou os gringos, que não sabiam se o termo era um novo hit de Lady Gaga ou uma campanha para salvar os fictícios pássaro Galvos, ambas histórias criadas por brasileiros, no que chamam de “maior piada interna da história”. “CALA BOCA GALVÃO” ficou diversos dias na liderança dos assuntos mais falados no Twitter.

Foi engraçado. Ponto.

Depois disso, banalisou. Tudo era motivo para ir para o TT. Geyse Arruda vai lançar livro, aí inventaram o “SALVEM AS BALEIAS GEYSE ARRUDA”, Dunga foi arrogante com jornalista da Globo, veio o “CALA BOCA TADEU SCHIMIDT”. Este último aguçou a curiosidade dos gringos: “Quem é Tadeu Schimidt? Outro pássaro?”.

Do caso Dunga, surgiu mais uma campanha com hashtag: #diasemglobo. Simpatizantes do técnico, internautas tentaram mobilizar o maior número de pessoas para que não assistisse à partida Brasil x Portugal, que aconteceu sexta-feira agora, pela TV Globo. Resultado: A emissora teve 3 pontos a mais de audiência do que de costume.

Moral da história: não basta ter a arma se não sabe atirar, ou ainda, se não tem munição. Desse jeito, o tiro pode atingir o próprio pé ou ter efeito algum. Todas essas “campanhas” desgastaram a imagem do brasileiro em mídias sociais (o que já não era grande coisa), porém, não perceberam isso e continuam martelando nos mesmo assuntos. Como um Zorra Total virtual, tem gente que acha que ainda estão enganando o mundo com o “CALA BOCA GALVÃO”.

*Fabio Zelenski é jornalista, designer e diretor da agência Pé Direito Comunicação.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Newsletter



No mês de junho, o tema mais comentado em sites e blogs é Sustentabilidade. Por isso, resolvemos abordar e discutir assuntos que se encaixem nos três pilares deste tema. Confira e participe você também!

Emprego Verde: Uma nova realidade em um mundo que está prestes a entrar em colapso
Vamos conhecer um pouco mais sobre novas alternativas de trabalhos que geram uma cadeia sustentável e se, um dia, eles farão parte da nossa cultura. 

Quanto custa ser sustentável?
O consumo consciente nunca foi tão essencial quanto nos dias de hoje. Mas será que a tecnologia verde está ao alcance de todos os bolsos?

Consumir de maneira consciente está na moda
Comprar, comprar, comprar, descartar... O hábito de consumir está intrinsecamente ligado a nossa rotina, mas será que estamos fazendo isso de maneira responsável? Saiba mais.

 Conscientização ou marketing social?
Frente às questões de preservação ambiental, o mercado imobiliário busca soluções com as construções verdes para se adaptar a essa nova demanda. Confira aqui.

Marketing Social versus Ética
Ser socialmente responsável está nos valores da empresa ou é apenas mais uma estratégia de marketing?



terça-feira, 15 de junho de 2010

É provável?

*Por Leandro de Campos

E aí, Le. Você já preencheu o bolão da copa? Essa foi a frase que eu ouvi, logo pela manhã, quando cheguei na empresa, bem no momento em que eu me preparava para escrever um texto sobre probabilidade e prepotência! Muita coincidência? É provável!
Imediatamente, após ser lembrado sobre o bolão, entrei no Google e digitei “Previsões estatísticas Copa 2010”! Encontrei desde Pai de Santo até instituições financeiras mundialmente famosas que projetaram os finalistas deste Mundial!
Mas, introdução feita, vamos logo ao que me levou a escrever sobre isso...eu explico:
Meu nível (crítico) de intolerância às pessoas que ignoram a probabilidade de um dia ocuparem uma posição contrária a que estão hoje! Estranhou? É isso mesmo! Calma, eu explico. É simples e bem comum.
Não é raro encontrarmos alguém que classifica por interesse ou necessidade as pessoas que merecem sua atenção, compreensão, educação, enfim, todos os “ãos” possíveis e imagináveis. Pior ainda quando, aparentemente, oferecem todos esses “ãos” no intuito de mascarar a sua real intenção. Tudo bem, também não gostei desse trocadilho, mas já foi. 
O fato é que eu não entendo porque as pessoas insistem em ignorar a probabilidade de estarem em posição contrária a que se encontram hoje. Afinal, costumamos ver todos os dias o sadio adoecer, o empresário falir, o pobre enriquecer, o desprezado crescer, o fornecedor virar cliente, o trabalhador perder o emprego, o rico ir para a sarjeta...
Eu não tenho números estatísticos para dizer o quanto isso costuma acontecer, mas posso afirmar que é muito mais comum do que podemos imaginar. 
Prefiro usar a qualidade humana de aprender por observação e, assim, evitar que a probabilidade otimista me cegue ou me surpreenda.
Enquanto isso, eu sigo arriscando o palpite que o Brasil será o campeão dessa copa! Mas é só um palpite.

*Leandro de Campos é diretor de negócios da Simbiose Brasil.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Marketing Social versus Ética

Hoje, encerraremos este especial de meio ambiente com um assunto que sempre gera muitas discussões. Queremos que reflita com a gente a partir de tudo o que falamos sobre Sustentabilidade e em todas as discussões abertas nos outros posts. O resgate do que já foi escrito é muito importante para o tema final: Marketing Social X Ética.



De acordo com Fontes (2001, p. 78), o Marketing Social “é a gestão estratégica do processo de introdução de inovações sociais, a partir da adoção de comportamentos, atitudes e práticas, individuais e coletivas. Estas inovações sociais são orientadas por preceitos éticos e fundamentadas nos direitos humanos, na equidade social”.



Atualmente, ser uma empresa socialmente responsável é se tornar mais competitiva e respeitada no mercado atual. Muitas instituições são lembradas por clientes e investidores não somente pelos recordes de venda e qualidade dos serviços, mas pelas ações feitas para o meio ambiente, para a comunidade e para os colaboradores. Ou seja, ser socialmente responsável é bom para a imagem e, consequentemente, para o sucesso da empresa.



Agora, a questão que sempre é levantada é se as organizações agem de forma responsável porque acreditam que podem melhorar a qualidade de vida de inúmeras pessoas ou em razão de esta postura favorecer o negócio. Alguns estudiosos acreditam que responsabilidade social não pode ser usada como uma ferramenta de marketing. No entanto, devemos pensar também que estas organizações precisam ter lucro para completar um dos três pilares da sustentabilidade, que é a responsabilidade econômica. Compartilhe com a gente a sua visão!



E, em breve, estaremos de volta com mais temas interessantes!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Conscientização ou marketing social?

Já imaginou um empreendimento construído com material reciclado de demolições, janelas que permitem maior luminosidade natural - com vedação para evitar o aquecimento do ambiente interno - sistema de captação da água da chuva e tecnologia que possibilita o uso consciente desse recurso natural, além de energia elétrica proveniente de placas solares instaladas no telhado? Esta é a nova realidade do mercado imobiliário, que, diante de questões ambientais, está aderindo às construções verdes. 

Para a construção de um projeto desse porte é essencial estar atento a questões que complementem o conceito de sustentabilidade. Preocupações como a origem e durabilidade dos materiais utilizados para a realização da construção - se a madeira é certificada com o selo FSC (Conselho de Manejo Florestal), por exemplo – a quantidade de recursos naturais que esses materiais exigem em sua produção – o alumínio, produto bastante utilizado em construções civis, gasta muita energia durante o processo de fabricação, mas tem uma vida útil de 40 anos e pode ser reciclado, isso o torna sustentável.  

Mas o conceito de empreendimentos verdes contempla outros quesitos, que vão além da preservação ambiental. É preciso que haja o cuidado com o bem-estar e conforto das pessoas que frequentarão esses espaços, além de políticas que incentivem o uso racional de água e energia, a reciclagem de materiais descartados, o uso moderado de aparelhos de ar-condicionado e elevadores. Além disso, para uma construção ser considerada sustentável, é necessário que exista a preocupação com o desenvolvimento social da comunidade ao seu redor.

Uma construção é reconhecida como ecologicamente correta quando recebe o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedido pelo GBCI (Green Building Council Institute), sediado nos EUA. O LEED considera cinco aspectos importantes: desenvolvimento local sustentável, uso racional da água, eficiência energética, seleção de materiais e qualidade ambiental interna. De acordo com o GBC Brasil, hoje, existem 14 empreendimentos certificados e cerca de 60 em processo de certificação no país.

 Banco Real, agência Granja Viana, a primeira construção sustentável do Brasil a receber a certificação LEED.
   
Diante dessa demanda do mercado imobiliário, a redação do nosso blog levanta uma questão: as construções verdes são um reflexo da mudança de consciência de empresas e da sociedade ou é apenas uma jogada de marketing para representar uma imagem ecologicamente correta?




segunda-feira, 7 de junho de 2010

Consumir de maneira consciente está na moda


Atualmente, a humanidade consome 25% a mais dos recursos naturais que o Planeta pode repor. De acordo com estimativas do Instituto Akatu, se os padrões de consumo mantiverem os atuais índices, em menos de 50 anos serão necessários dois planetas Terra para suprir a necessidade humana de água, energia e alimentos.

O consumo consciente é baseado no conceito 3Rs: Reduzir – redução, a fim de evitar o desperdício, comprar somente o necessário ao invés do que é considerado supérfluo - Reutilizar – reaproveitar materiais dando a eles uma nova utilidade – e o último R trata-se de um hábito comum às pessoas, o de Reciclar – destinar à coleta seletiva alguns produtos que podem servir como matéria-prima para a confecção de novos objetos.

Ainda segundo o Instituto Akatu, consumir de maneira consciente é levar em consideração os impactos provocados por esse hábito. Por meio de nossas escolhas, podemos maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos, sempre levando em conta as questões ambientais.

Mas consumir de maneira consciente também é fashion. Diante dessa necessidade, a loja Super Cool Market, inaugurada no ano passado, estimula o consumo consciente da moda. A ideia é incentivar a venda, compra e troca de peças seminovas. As pessoas podem levar as roupas que não usam mais para serem expostas nas araras e escolhem se querem receber o pagamento em dinheiro ou, então, reverter em créditos para a aquisição de peças que compõem o acervo da loja.

Acompanhando essa linha de conscientização, organizações não governamentais (ONG) promovem o consumo sustentável por meio do reaproveitamento de materiais. Como é o caso da ONG Nama, que confecciona bolsas, chaveiros, tapetes e até bonecas com pedaços de retalhos e sobras de tecidos. A ONG Reciclázaro também utiliza o tecido como matéria-prima aliado ao Tetra-Pak, transformando-o em carteiras, portas-níqueis e embalagens para presente.


 Carteiras e embalagens de presente feitas de retalhos de tecidos e Tetra-Pak

A necessidade de mudança no comportamento consumista suscita algumas questões-chave: como modificar o consumo numa sociedade movida pelo vaivém das últimas tendências da moda? Será que estamos realmente preparados para viver esse novo perfil de consumidor?

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Quanto custa ser sustentável?

Não é de hoje que especialistas em meio ambiente e instituições engajadas em defendê-lo vêm alertando a população de que é necessário prestar muita atenção em alguns hábitos de consumo. A organização não governamental WWF, por exemplo, deixa claro que o ritmo de consumo dos recursos naturais disponíveis supera a capacidade de recuperação da Terra.
Segundo a ONG dedicada à conservação da natureza, a demanda da humanidade é 25% maior do que a oferta de recursos naturais. Desta forma, o consumo consciente nunca foi tão essencial, já que zela pelas necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.

Até aqui tudo bem. Esta é uma preocupação que faz muito sentido. No entanto, a equipe editorial do blog procurou saber um pouco mais sobre os produtos verdes e descobriu que itens ecologicamente corretos nem sempre são acessíveis a todos os bolsos.

Um desses equipamentos que promete colocar a tecnologiaa serviço do meio ambiente é o notebook da linha bamboo, que será vendido no Brasil pela Asus, em meados de novembro. O revestimento do micro é feito em bambu e há toda uma preocupação sustentável, como reduzir em 12kg a emissão de CO2, ao ano, por notebook. No entanto, o preço estimado é R$ 8.000,00.

 
Notebook da linha bamboo


Outra inovação é a impressora colorida Phaser 8860, da Xerox do Brasil, que usa cera sólida para oferecer impressões de qualidade sem poluir o meio ambiente. Mas o valor da novidade é R$ 7.000,00.

  Impressora a cera sólida


 Já existe também um celular feito de garrafas PET. O fabricante é a Motorola e o modelo é o W233 Revew, o primeiro aparelho de carbono neutro do mundo. Para este item o preço é um pouco mais viável: R$ 199,00.
Celular feito de garrafas PET


Enfim, foram encontrados diversificados objetos com o intuito de promover a sustentabilidade. Entretanto, valem os questionamentos: se os apetrechos são feitos com recursos naturais por que geralmente são caros? Será que as pessoas pagarão R$ 8.000,00 por um computador feito de bambu ao invés de gastar, em média, R$ 2.000,00 em um notebook com configurações semelhantes? Você optaria pelos produtos verdes?

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