Por Fabio Zelenski*
Está todo mundo falando do que aconteceu ontem, durante o clássico Corinthians e São Paulo. Um diretor da Locaweb tuitou mensagens ofensivas aos tocedores do São Paulo, que perdeu a partida. Até aí, o problema não seria tão grande se a Locaweb não fosse umas das patrocinadoras do time tricolor. Mas a Locaweb é.
Não é de hoje que o Twitter tem colocado pessoas em saias justas. Algumas se sairam bem, como o ator Ashton Kutcher, que, durante um jogo de futebol EUA X Brasil, tuitava mensagens provocativas antecipando a vitória americana. Porém, o time verde e amarelo virou o jogo e a hashtag #CHUPA, direcionadas ao ator, virou Trending Topic na hora. Kutcher, vendo a situação, aderiu ao #CHUPA também, com bom humor.
Não teve a mesma sorte a Xuxa, com o seu famigerado fracasso na rede, junto com sua filha, Sasha.
A situação de ontem é e não é diferente desses casos. É por que o diretor não é uma celebridade. Não é por que, mesmo não sendo um ator ou apresentador, é alguém de destaque e, como ele mesmo havia colocado na bio do seu Twitter, "Locaweb - Dir. Comercial". Ou seja, teoricamente, se tratava de um perfil corporativo.
Isso traz à tona uma questão que se vem discutindo bastante na web: como separar o profissional do pessoal? "Penso que temos que vigiar nossos comportamentos, pois esse é o preço que pagamos por estarmos conectados em rede. Vigiamos e somos vigiados com a mesma intensidade." Quem diz é Leandro de Campos, Diretor de Negócios da Simbiose Brasil.
"Fazemos parte de uma grande teia, estamos interligados. Com isso, por vezes acabamos nos esquecendo que nossas atitudes ecoam com muita velocidade e proporção", diz Campos, completando: "Se não quiser exposição, recolha-se. Hoje o profissional é vigiado pelo pessoas e vice-versa".
No blog da Locaweb, foi feito um post explicando o caso e, além disso, o diretor tuitou um pedido de desculpas.
Por fim, fica a questão discutível: tem como separar o profissional do pessoal nas redes sociais? Por que, mesmo alguém tendo dois perfis no Twitter, ainda se pode associar o conteúdo produzido ao profissional, seja lá em qual perfil.
*Fabio Zelenski é jornalista e consultor de criação da Simbiose Brasil.
































