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| Imagem: divulgação |
Bagno deixa clara a existência de mais um tipo de preconceito: o linguístico, que, na verdade, vem mascarado pelo preconceito social. Ou seja, segundo a sua visão, geralmente, as pessoas se valem do que chamam de erro, leia-se tudo o que diverge da norma padrão, para discriminar.
Explicando melhor, ao ouvir alguém que não pertence ao mesmo universo social do interlocutor pronunciar, por exemplo, aluga-se casas, o que mais será evidenciado não é a ausência de plural no verbo e sim o fato de o falante ter uma condição social diferente do ouvinte. Se a mesma frase fosse dita em uma conversa entre indivíduos do mesmo nível econômico, talvez, o desvio recebesse pouca ou nenhuma atenção.
Para ilustrar isso, em uma de suas obras, o estudioso apresenta textos com vários desvios, os quais são assinados por colunistas que estampam os principais veículos do país, e reforça que, curiosamente, os leitores nunca se queixaram.
Marcos Bagno está longe de ser avesso às normas, mas admite que paralelo a estas existem as variações, quer dizer formas diversas para comunicar, basta saber escolher em que momentos usá-las. Em uma redação de vestibular, por exemplo, não é recomendado começar a frase com um pronome, mas em um churrasco com os amigos não há nada de mais usar a construção “Me passe o guardanapo.”.
Enfim, vale à pena acompanhar os trabalhos do acadêmico. Para quem quiser saber mais, é só acessar http://www.marcosbagno.com.br/.
Juliana Rainha de Carvalho é consultora de Redação e Jornalismo.

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