Facebook, Orkut, Twitter, LinkedIn, Formspring, Skoob... as redes sociais invadiram o dia a dia de uma pessoa ou empresa. E os assuntos discutidos também. Afinal, o que não faltam agora são “especialistas em novas mídias”. Estar nas novas mídias e entendê-las é fundamental hoje, mas aí moram dois grandes perigos.
Primeiro: estar por estar nas redes. Surge uma nova ferramenta e, záz, logo já faz cadastro e cria um perfil, apenas para parecer moderno e antenado. Acontece que um perfil abandonado ou usado de forma inadequada é bem pior do que não ter um perfil. Se eu falo via Twitter com alguma empresa, eu quero ao menos ser respondido, nem que seja com uma resposta pronta e automática.
Segundo: em poucos anos, o conhecimento em mídias sociais vai ser tão natural quanto o conhecimento em mandar e-mail ou atender o telefone. Hoje, não há vagas para “especialistas em envio de e-mail” ou “especialistas em atendimento de telefone”. São habilidades que qualquer profissional deve ter. E será assim com as novas mídias. Por isso, focar-se em ser um especialista em mídias sociais pode ser um tiro no pé, pensando a longo prazo.
Assim, o estudo de cada ferramenta nova que surge é fundamental antes de aderí-la. E esse estudo e o manuseio das novas tecnologias de comunicação devem estar cada vez presentes nas habilidades de qualquer profissional.
*Fabio Zelenski é jornalista, designer e diretor da agência Pé Direito Comunicação.

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