segunda-feira, 7 de junho de 2010

Consumir de maneira consciente está na moda


Atualmente, a humanidade consome 25% a mais dos recursos naturais que o Planeta pode repor. De acordo com estimativas do Instituto Akatu, se os padrões de consumo mantiverem os atuais índices, em menos de 50 anos serão necessários dois planetas Terra para suprir a necessidade humana de água, energia e alimentos.

O consumo consciente é baseado no conceito 3Rs: Reduzir – redução, a fim de evitar o desperdício, comprar somente o necessário ao invés do que é considerado supérfluo - Reutilizar – reaproveitar materiais dando a eles uma nova utilidade – e o último R trata-se de um hábito comum às pessoas, o de Reciclar – destinar à coleta seletiva alguns produtos que podem servir como matéria-prima para a confecção de novos objetos.

Ainda segundo o Instituto Akatu, consumir de maneira consciente é levar em consideração os impactos provocados por esse hábito. Por meio de nossas escolhas, podemos maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos, sempre levando em conta as questões ambientais.

Mas consumir de maneira consciente também é fashion. Diante dessa necessidade, a loja Super Cool Market, inaugurada no ano passado, estimula o consumo consciente da moda. A ideia é incentivar a venda, compra e troca de peças seminovas. As pessoas podem levar as roupas que não usam mais para serem expostas nas araras e escolhem se querem receber o pagamento em dinheiro ou, então, reverter em créditos para a aquisição de peças que compõem o acervo da loja.

Acompanhando essa linha de conscientização, organizações não governamentais (ONG) promovem o consumo sustentável por meio do reaproveitamento de materiais. Como é o caso da ONG Nama, que confecciona bolsas, chaveiros, tapetes e até bonecas com pedaços de retalhos e sobras de tecidos. A ONG Reciclázaro também utiliza o tecido como matéria-prima aliado ao Tetra-Pak, transformando-o em carteiras, portas-níqueis e embalagens para presente.


 Carteiras e embalagens de presente feitas de retalhos de tecidos e Tetra-Pak

A necessidade de mudança no comportamento consumista suscita algumas questões-chave: como modificar o consumo numa sociedade movida pelo vaivém das últimas tendências da moda? Será que estamos realmente preparados para viver esse novo perfil de consumidor?

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