segunda-feira, 27 de abril de 2009

O poder da comunicação

Começamos a semana compartilhando com vocês um texto da Luciana Godoy, sócia-diretora da consultoria Apoena. O texto já foi publicado em alguns sites e, segundo ela explicou, “as pessoas se interessam pelo tema em questão. Sempre recebo e-mails de pessoas que leram e gostaram do tema abordado. Será um prazer poder tê-lo também divulgado no site de vocês”. É com prazer que apresentamos a seguir o seu artigo, Luciana.

Comunicação: uma potente ferramenta na Gestão de Valores Individuais dentro da Organização

Na grande maioria das vezes, o colaborador, quando é efetivado em uma empresa, detém uma tarefa e não a Missão da mesma. Incorporar a Missão na construção do seu cotidiano de trabalho exige tempo, pensamento, reflexão e muitas vezes até mudança de comportamento (conjunto de valores e princípios adquiridos ao longo da vida).

As pessoas possuem valores diferentes, portanto, pensam e agem de maneiras diferentes. O grande desafio do Gestor é o de saber lidar com essas diferenças de valores e informações, e conduzir os liderados em direção ao objetivo da empresa. Uma ferramenta importante para gerenciar essas diferenças é a comunicação.

Para o Gestor, a “comunicação organizacional” eficaz implica na competência de se fazer entender no papel de líder da equipe, favorecendo a negociação interna (delegação e participação), vivenciando experiências que favoreçam o seu autodesenvolvimento e de sua equipe de trabalho e exercitando o feedback aos colaboradores.

O processo de comunicação é bastante complexo; um dado não significa nada sozinho, mas quando a ele se agrega valor, passa a ser uma informação, que para o receptor pode ter um sentido diferente daquele proposto pelo emissor. Isto acontece pois quando o receptor recebe a mensagem, agrega a ela seus valores pessoais.

O líder precisa saber utilizar corretamente esse processo; gerenciar pessoas com diferentes valores em prol de uma mesma Missão não é uma tarefa fácil e exige manutenção constante.

Não muito distante, na sua realidade de trabalho, ele poderá se deparar com um colaborador que não acredite nessa Missão; porém, por algum motivo (financeiro, pessoal, etc) o colaborador continua na organização; cabe ao gestor deixar claro à equipe que a partir do momento que todos se propõem estar ali, então é preciso incorporá-la.

Levando em consideração que “Valores” são princípios que guiam nossas ações em direção a uma “Visão” e que “Visão é o que queremos ser”, poderá ser imprescindível adaptar os próprios valores em prol do desejo de ser colaborador da empresa.

A mudança de comportamento em algumas ocasiões torna necessária a quebra de paradigmas; mas até que ponto as pessoas estão dispostas a quebrá-los?

É fácil quebrar um paradigma quando isso não requer sair da zona de conforto; outras vezes, para se manter nessa zona, as pessoas preferem continuar com modelos ultrapassados, o que envolve menor esforço e pensamento; então voltamos ao início dos tempos, onde o indivíduo assume uma tarefa e não uma Missão!

Luciana B. de Godoy, sócia-diretora da Apoena Consultoria Organizacional

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